quarta-feira, 21 de abril de 2010

TERÉMOS UM JUSTO PEDAÇO DA FATIA? VERBA PARA CULTURA

Oi pessoal tudo bem?
É o seguinte sempre me pergunto se realmente temos avançado e até que ponto, mas podemos ver que nossa cena cresceu nos últimos 3 anos, pelo menos o número de eventos 'alternativos' em nossa cidade, a maioria deles com apoio apenas da iniciativa privada a exemplo da Nova Music, e em anos anteriores eu mesmo cheguei a produzir algo com apoio da Banca 3° Mundo e São Luiz Magazine.

Mas e o apoio de órgãos públicos a exemplo da nossa Fundação de cultura?!Já foi divulgado que a área da cultura em Caruaru terá um acréscimo de 43%, já que em 2009 eram R$9,2 milhões agora vai ficar em 15.900.000,00.

É preciso lembrar (e cobrar sempre) que nossa cidade não tem apenas grupos de Forró ou de MPB, ao longo dos anos grupos de Rock e da música segmentada em geral tem recebido apenas migalhas, os restos e com muita dificuldade para podermos conseguir algo.
Sempre que vamos buscar nossos direitos de cidadãos junto ao órgão de cultura é sempre a mesma desculpa que não tem verba, que temos que ter paciência que tudo tem haver com política e que não podemos querer que aconteça uma mudança da noite pro dia.
                            Alkymenia em ação
Eu convido a você leitor a refletir e chegar a uma conclusão de quando seria essa hora oportuna para recebermos o devido valor.

Posso citar algumas bandas que tem um trabalho sólido aqui na cidade, algumas há mais de 10 anos como é o nosso caso (The Bluz), assim como a Sangue de Barro, Sobreviventes, Zabumba Bacamarte , Psych Acid, Extreme death, as quatro primeiras já representaram nossa cidade em grandes festivais fora da região Nordeste.
Cito também bandas mais recentes e também com trabalhos sólidos a exemplo da Alkymenia (essa com doi grandes festivais na bagagem), Perpétuo Insigne, Kinto Karma, etc.
                            The Bluz e convidados ilustres
Muito mais bandas também estão sendo formadas e outras já estão na batalha para vôos mais altos também.
Outra questão que devemos lembrar é que a lei de incentivo a cultura municipal ainda não saiu do papel.

E DEIXO OUTRA PRA REFLETIR... SERÁ QUE SÓ ARTISTAS DE MÚSICA REGIONAL ESTÃO FAZENDO PELA NOSSA CIDADE LÁ FORA?  


Por Joanatan Richard

quinta-feira, 15 de abril de 2010

SUPER ENTREVISTA COM A THE BLUZ NO CENA DA MÚSICA

Não deixem de conferir uma super entrevista na qual a The Bluz conta algumas novidades relacionadas a banda, e ainda comenta sobre o mercado fonográfico e o que mudou nos últimos tempos.


ENTREVISTA: http://cenadamusica.blogspot.com/

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Caruaru inaugura primeira Escola de Acordeon Diatônico de 8 Baixos do mundo!

"A nossa música ganha asas, mas não perde as raízes." 
Frase do companheiro Valdir Santos

Uma dos lemas e preocupações da gente que faz a The Bluz é fazer a nossa região ser valorizada e respeitada, em especial nossa cidade, Caruaru.
Recebi recentemente de Valdir um link com uma publicação muito legal mostrando que Caruaru é a primeira cidade do mundo a ter uma escola de acordeon diatônico de 8 baixos.
Ficamos muito felizes por tudo isso, por sabermos que Valdir  e Marconiel tem lutado pelo social e melhoria de vida de muitas crianças carentes da nossa cidade, contando agora com Heleno dos 8 baixos e João Bento.

Parabéns amigos, pela batalha e conquistas!

Deixo pra vocês o texto em português da matéria

Brasil inaugura sua primeira Escola de Acordeon Diatônico de 8 Baixos - Caruaru/Brasil Por Holda Paoletti-Kampl
Brasil inaugura sua primeira Escola de Acordeon Diatônico de 8 Baixos com o objetivo de resgatar o instrumento e revelar novos talentos.
Localizada na cidade de Caruaru, região Nordeste do Brasil, a escola atenderá gratuitamente crianças e jovens carentes, que aprenderão com o mestre Heleno dos 8 Baixos a arte de um instrumento que corria o risco de desaparecer. 
Neste mês de março foi inaugurada, na cidade de Caruaru, a primeira escola dedicada ao ensino do acordeon diatônico de 8 baixos (também conhecido como sanfona ou fole de 8 baixos), instrumento que faz parte da identidade cultural da região nordeste do Brasil e que vinha correndo o risco de sumir, pela falta de músicos e platéias. 
O ponto de partida para a criação da Escola de Sanfona de 8 Baixos de Caruaru foi a necessidade de resgatar um instrumento musical tradicional que vinha deixando de fazer parte da vida das pessoas da região, especialmente das novas gerações. A esse objetivo juntou-se outro, tão ou mais relevante: por meio da música, contribuir para que crianças e adolescentes possam assumir o papel de agentes de transformação da realidade e protagonistas de suas vidas. 
A escola funcionará nas mesmas instalações do Projeto de Iniciação Musical Jacinto Silva, que oferece aulas práticas e teóricas de diversos instrumentos para crianças e adolescentes, com base em um repertório em que predomina a música popular nordestina, especialmente o forró. Criada em 2002 pelos músicos Valdir Santos e Marconiel Rocha, o projeto atende hoje a cerca de 100 alunos, aos quais se somarão os 10 da primeira turma da Escola de Sanfona de 8 Baixos. “Já descobrimos grandes talentos na percussão, agora é a vez da sanfona, que é o instrumento de harmonia que estava faltando”, diz Santos.
Um olhar mais moderno para o instrumento
A missão de formar uma nova geração de sanfoneiros ficou a cargo de um dos grandes representantes do instrumento na atualidade: Heleno dos 8 Baixos. Nascido em Caruaru e indicado ao Grammy em 1991, Heleno já fez shows em diversos países e viaja anualmente em turnê pela França divulgando os ritmos do forró pela Europa. “A sanfona de 8 baixos continua bem viva em diversos países, mas aqui no Brasil – e o mais triste, em Caruaru, minha cidade natal – ela está sumindo”, diz o músico. “É isso que queremos mudar”. 
Ao lado do diretor artístico Valdir Santos e do mestre Heleno dos 8 Baixos, o grupo envolvido na criação da escola se completa com o idealizador e mantenedor João Bento. Profissional da área de comunicação e entusiasta da cultura popular, João decidiu investir na criação da escola por considerá-la uma oportunidade de resgatar uma parte importante da identidade brasileira. 
Caruaru, capital brasileira do forró
O acordeon diatônico de 8 baixos é um instrumento que está na origem dos ritmos do forró, gênero musical que por sua vez tem destaque na cultura popular brasileira, especialmente em função da tradição das festas juninas. O forró reúne um conjunto de ritmos (baião, xote, xaxado, coco, quadrilha, ciranda, entre outros) que tiveram origem em diversas regiões do Nordeste brasileiro, por influência de imigrantes europeus e herança africana.
Por sua vez, a cidade de Caruaru foi uma escolha natural para sediar a Escola de Sanfona de 8 Baixos. Localizada no agreste do estado de Pernambuco, é conhecida no mundo, entre outras coisas, por ser a terra do Mestre Vitalino e por abrigar o maior centro de arte figurativa das Américas, reconhecimento concedido pela Unesco.


CONTATO: João Bento
Design e Comunicação
www.uni.art.br e-mail: joao_bs@uni.art.br
00 55 11 3045 3991 and 00 55 11 82834053


Por Joanatan Richard

quinta-feira, 1 de abril de 2010

REFLEXÃO - SEMANA SANTA

A Semana Santa há tempos perdeu o sentiddo para a maioria, cada vez se vive a liberação total, nada de respeito, nada de examinar a conciência (pelo menos de vez em quando)... ah, que se dane!Não é assim que se diz por ai?!
Ainda mais agora que virou moda perseguir a igreja, que ao meu ver assim como uma nação que tem uma "espécie" de essência inalterável e não muda mesmo com os erros cometidos por muitos de seus dirigentes.Eu jamais vou deixar meu país, nem deixar de amá-lo só porque alguns homens de caráter podre estão fazendo tudo errado! 
Desejo muita Paz para todos nesta Semana Santa.

Por Joanatan Richard

terça-feira, 30 de março de 2010

GUITAR HERO - LARRY CARLTON

Como anunciei aqui antes, sempre terémos uma postagem com algum grande guitarrista, tendo como prioridade os menos conhecidos do grande público que geralmente não gosta muito de "garimpar" e sim de escutar os mais "manjados" e que estão mais nos holofotes.O guitar hero da postagem anterior foi Betinho, o primeiro guitarrista a gravar um rock em português com guitarra elérica no Brasil em 1957.

Agora trago para vocês outra das minha grandes influências guitarrísticas...   LARRY CARLTON!
 
Nascido em 1948 na California, Carlton deu início a sua carreira ainda nos anos de 1960 influenciado por Wes Montgomery, Barney Kessel e B. B. King, e em 1969 gravou seu LP de estréia, "With A Little Help From My Friends", ao longo de sua carreira tornou-se um grande nome do Jazz Fusion, Rock e Pop. 
Mas além de tocar e cantar em seus própios albuns (excelentes por sinal), Carlton é também conhecido como um dos maiores músicos de estúdio de todos os tempos, tendo várias gravações em discos de sucesso nas décadas de 1970 e '80, gravou com Michael Jackson, Quincy Jones, Joni Mitchel, Billy Joel, etc.
Gravou um disco antológico com Steele Dan com o qual teve seu seu solo na música "Kid Charlemagne" do disco "Royal Scam" considerado o 3º melhor solo de guitarra já gravado na história pela revista Rolling Stone.

Destaco o primeiro disco solo de David Gates do Bread, no qual classifico como um dos melhores discos que já ouvi em minha vida, o solo em "Do you believe He's comin'" que com sua característica inconfundível de ir acrescentando Wah-Wah no desenrolar do solo que  é simplesmente fenomenal, transcendental, uma viagem interior... sem palavras!!!



Nos anos '70 ainda tocava com The Crusaders grupo de Jazz Rock, nos anos seguintes seguiu com vários trabalhos, entre els em parciria com outros grandes guitarristas e exemplo de Lee Ritenour, Steve Lukather, Roben Ford fazendo várias tournes incluindo Japão.

EQUIPAMENTO

Também conhecido como Mister "335" por conta de usar esse modelo de guitarra da Gibson, que lançou seu modelo signature escrito "Mr. 335".

Em seu set up além da ES-335 de 1968, ele tem uma rara Fender Telecaster de 1951, Fender Stratocaster 1963, Les Paul Gold Top 1957 e Valley Arts Guitar edição limitada também com seu nome.
Nos anos '70 usava MXR Distortion+, MXR DynaComp, eco de fita Echoplex e amplificador Fender Princeton Reverb.

Atualmente usa amplificadores Dumble Super Overdrive, Blues Driver Overdrive Boss, DD-3 Digital Delay, pedal de volume ShoBud, Dunlop Cry Baby, mais um sitema inusitado com dois monitores JBL para um sinal de reverb digital dos sends auxiliares de uma mesa Mackie."Desse jeito o som da minha guitarra sai seco do Dumble, e com efeito pelos JBL.É como mixar um canal no estúdio." Segundo ele mesmo definiu.

 Fotos do equipamento: www.larrycarlton.com/gear.html


Por Joanatan Richard

segunda-feira, 29 de março de 2010

CONFIRAM OS NOVOS TALENTOS DA IPOJUKE RECORDS


Muita gente tem um grande talento para compôr, tocar ou cantar mas não sabe ainda como dar os primeiros passos nem como fazer ou lançar seu disco.
Em toda história da música pop podemos encontrar vários produtores fonográficos, caça talentos de grandes gravadoras ou mesmo os propietários de pequenos selos que foram decisivos para dar início a carreira de grandes nomes da música mundial.
Um dos casos mais conhecidos foi o de Elvis Presley na pequena Sun Records de Memphis, ele até então não passava de um ilustre desconhecido e apenas cantava com seu violão para amigos, até entrar no estúdio de Sam Philips que já  havía  gravando os primeiros discos de muitos bluesmen da região, inclusive B.B. King no início dos anos 50, até descobrir Elvis, o resto todos já sabem.

Sei que não estamos mais naquelas décadas passadas quando o mercado fonográfico era completamente diferente de hoje e lucrativo, mas a Ipojuke Records almeja ser em nosso mercado e dentro da nossa realidade, uma opção e apoio para artistas iniciantes que estejam de acordo com seu perfil.

LINK PARA POSTAGEM DA IPOJUKE:
http://ipojukebox.blogspot.com

terça-feira, 23 de março de 2010

FUNDAÇÃO DE CULTURA E NOSSA CENA!

Está acontecendo algo complicado de se entender em nossa cena tratando-se de eventos realizados pela Fundação de Cultura de Caruaru.

Só determinado grupo de Artistas tocam em todos os eventos realizados pela mesma, e isso é justo?

Tudo bem a The Bluz tocou no Natal, mas isso foi usado como argumento para não tocarmos novamente na programação da Semana Santa, até ai tudo bem e nada mais justo e sensato de repartir a bolacha com outros que não se apresentaram ainda nos últimos eventos.
Só que ao conferir a proramação dá pra constatar que são "dois pesos e duas medidas", já que muitos que também apresentaram-se no evento de Natal também estão lá, e estarão em todos os eventos (que pra piorar não são muitos)!

Convido o pessoal da nossa cena cobrar mais, para que os critérios sejam realmente democráticos e que bandas legais e com trabalhos sérios tenham também seu espaço na programação oficial da cidade!

Por Joanatan Richard